07/12/2012

Avaliação de cursos aponta melhora nos indicadores da educação superior


Houve evolução na qualidade da
educação superior brasileira nos últimos anos. A afirmação foi feita nesta
quinta-feira, 6/12, pelo ministro da Educação Aloizio Mercadante, com base nos
indicadores de qualidade da educação superior de 2011. Em 2011 foram avaliados
8.665 cursos das áreas de ciências exatas, licenciaturas e áreas afins, além de
cursos dos eixos tecnológicos de controle e processos industriais, informação e
comunicação, infraestrutura e produção industrial de 1.387 Instituições de
Educação Superior (IES). No ciclo 2009-2010-2011 foi avaliado um total de 2.136
IES.

Os indicadores de qualidade do
ensino superior levam em conta o Índice Geral de Cursos (IGC), além do Conceito
Preliminar de Curso (CPC). O cálculo do IGC inclui a média ponderada dos
conceitos preliminares de curso e os conceitos da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que avaliam os programas de
pós-graduação das instituições.

Enquanto o Índice Geral de Cursos
Avaliados da Instituição (IGC) é um indicador que avalia as IES e é resultado
da média ponderada dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da graduação e do
conceito da Capes aplicado aos programas de pós-graduação, o CPC avalia o
rendimento dos alunos, infraestrutura e corpo docente. Na nota do CPC, o
desempenho dos estudantes conta 55% do total, enquanto a infraestrutura
representa 15% da nota e o corpo docente, 30%. Na nota dos docentes, a
quantidade de mestres pesa 15% do total, já dedicação integral e doutores
representam 7,5% da nota.

O IGC 2011 avaliou 2.136
universidades, faculdades e centros universitários. Desse total, 50,6% tiveram
conceito 3, considerado satisfatório. Dados divulgados pelo Ministério da
Educação mostram ainda que 27% das IES brasileiras tiveram conceito
insuficiente no IGC em 2011. Estes resultados compõem o primeiro ciclo completo
dos indicadores de qualidade, evidenciando a evolução de 2008 a 2011, quando
foram avaliados 18.346 cursos de 2.136 instituições.

“Nesse período cai o número
de instituições que estavam no nível 1, e cai fortemente o número de
instituições que estavam em nível 2, o que é um ótimo indicador”, analisou
o ministro Aloizio Mercadante, ao lado do presidente do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa.
“Também aumenta o nível 3 de forma significativa, aumenta muito o nível 4
e um pouco o nível 5. Ou seja, houve uma melhora generalizada na qualidade do
desempenho das instituições por curso, quando analisamos de 2008 a 2011”,
salientou.

O resultado do CPC 2011
considerou 4.403 universidades – sendo 2.642 públicas e 1.761 privadas – além
de 2.245 faculdades e 928 centros universitários. Atualmente, 53,9% das
matrículas do ensino superior estão nas universidades, 30,9% nas faculdades e
13,7% nos centros universitários. Segundo Mercadante, em todos os casos houve
melhora significativa nos cursos de ensino superior. “A curva toda se
desloca em direção à melhora na qualidade. Há uma série de medidas que estão
surtindo efeito”, pontuou o ministro.

De acordo com Mercadante, o
processo avaliativo induz à melhoria da qualidade nos cursos: “A avaliação
é instrumento de políticas educacionais e fomenta a melhoria da
qualidade”, destacou o ministro, ressaltando a importância de políticas
como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies).

Fonte: INEP